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Coreia do Sul e Japão, 2002

Por Celso Unzelte, adaptada por H. Foley  7 de julho 2010

Na reta final da série de colunas com histórias de todas as Copas, segue a 17ª, sobre o Mundial da Coreia do Sul e do Japão, em 2002.

Nunca o Brasil havia embarcado tão desacreditado para a disputa de uma Copa do Mundo que, afinal, ganharia. E não era para menos: a classificação nas Eliminatórias havia sido conquistada a duras penas, com seis derrotas em 18 jogos, para Argentina, Paraguai, Chile, Equador, Uruguai e Bolívia. Luiz Felipe Scolari era o quarto técnico, depois de Vanderlei Luxemburgo, Candinho (interino, por apenas um jogo, contra a Venezuela) e Leão.

Mesmo com Felipão no comando, a Seleção continuava dando vexame. O fundo do poço foi a derrota para Honduras por 2 a 0, nas quartas de final da Copa América disputada na Colômbia, em julho de 2001. No dia seguinte, o diário esportivo Lance! estampava a seguinte manchete em sua primeira página: "Que dureza!"

Tudo começou na derrota por 1 a 0 para o Uruguai, pelas Eliminatórias, na estreia do técnico Felipão. Romário, aos 35 anos, ainda era unanimidade como maior craque em atividade no país. Convocado, pediu dispensa para fazer uma cirurgia na pálpebra, mas viajou com seu time, o Vasco, para o México. Felipão soube e nunca mais o convocou.

Até a entrega da lista final com os 23 que iriam à Copa, o país inteiro clamou por Romário, que afinal acabou ficando de fora. Anos depois, em junho de 2009, em entrevista dada ao jornalista Renato Maurício Prado, Felipão confessou que por pouco não levou Romário:

"Foi depois da Copa América, em que perdemos até do Panamá ou de Honduras, não me lembro, e eu estava por um fio. Eu e o time precisávamos do apoio dele naquela hora e aí surgiu a história da tal operação no olho: num primeiro momento, me conformei, afinal tratava-se de um problema de saúde. Mas, depois, o que eu soube? Que ele não ficou de repouso coisa nenhuma: foi fazer amistosos com o Vasco, pra ganhar uma grana em dólares."

Naquela mesma entrevista, Felipão disse que quase chamou o Baixinho quando assistiu à entrevista dele chorando e pedindo a convocação. Mas desistiu quando Eurico Miranda, ex-presidente do Vasco, apareceu "falando um monte de barbaridades, me xingando disso e daquilo e fazendo ameaças. Aí percebi que era tudo um circo armado pra me pressionar e desisti, definitivamente, de levar o Romário".

Ainda na entrevista a Renato Maurício Prado, Scolari contou que Rivaldo e Ronaldo tinham uma "briguinha particular" naquela Seleção que acabou pentacampeã. E que um queria sempre fazer mais gols que o outro. Por isso, muitas vezes não passavam a bola um para o outro.

Um dia, Felipão teria perdido a paciência, chamado os dois, os trancado no vestiário e dito: "Ou vocês acabam de vez com essa frescura, ou vai jogar um só. E eu ainda não decidi quem será!'". Falou e foi embora, deixando os dois trancados lá dentro.


Rivaldo teria virado para Ronaldo e dito: "Olha, é melhor a gente se ajeitar mesmo. Esse cara é maluco e é capaz mesmo de barrar um de nós dois!'" No final daquela Copa, Ronaldo foi o artilheiro, com 8 gols. Rivaldo ficou com a vice-artilharia, ao lado do alemão Klose, com 5. E o Brasil foi pentacampeão.


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